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O trabalhador-voluntário na casa Espírita
A Organização das Nações Unidas estabelece
que o trabalho voluntário tem três características
principais:
- Atividade sem recompensa financeira;
- Atividade escolhida voluntariamente, de acordo com o livre-arbítrio
do indivíduo;
- Atividade que tem como objetivo beneficiar a sociedade como
um todo ou alguém que não seja o próprio
trabalhador-voluntário. Entretanto, é reconhecido
que esse tipo de atividade traz benefícios significantes
para o trabalhador-voluntário. (1)
A Fundação Abrinq pelos Diretos da Criança
(Brasil), define voluntário como “ator social e agente
de transformação, que presta serviços não
remunerados em benefício da comunidade; doando seu tempo
e conhecimentos, realiza um trabalho gerado pela energia de seu
impulso solidário, atendendo tanto às necessidades
do próximo ou aos imperativos de uma causa, como às
suas próprias motivações pessoais, sejam estas
de caráter religioso, cultural, filosófico, político,
emocional.” (2)
O Espiritismo tem como guia as palavras de Jesus: “dai
de graça aquilo que de graça recebeis”,
(3), e é por isso que numa casa espírita
o trabalho voluntário sustenta praticamente todas as atividades
ali desenvolvidas.
No Grupo de Estudos Espírita Joanna de Ângelis os
trabalhadores-voluntários têm a oportunidade de aprender
novos conceitos dentro dos mais diversos campos do conhecimento,
desenvolver aptidões, auxiliar o semelhante e participar
na promoção de um ambiente de solidariedade e inclusão.
Desenvolvem a compreensão de que todos somos semelhantes,
espíritos em evolução e aprendem a entender
que tudo o que acontece tem um propósito, o que faz com que
o trabalho voluntário se torne mais uma fonte de aprendizado
para a autotransformação e autoconhecimento.
E quando se chega a essa compreensão, o trabalho voluntário
se transforma em prazer de servir e possibilita-nos tomar “como
lema a tríade inspirada por Allan Kardec: trabalho, solidariedade,
tolerância”. E assim “o trabalho opera as mudanças
por força das atividades (circunstâncias), a tolerância
cria o clima indispensável para torná-las possíveis
e a solidariedade é a mola propulsora capaz de fazê-las
acreditáveis”. (4)
Segundo o espírito Eurípedes Barsanulfo “...o
trabalho voluntário numa casa espírita deve ser um
treinamento para a convivência regenerativa e libertadora,
através das relações sólidas e educativas,
fazendo com que a casa seja a célula da união espontânea
e contagiante...”.(4)
Assim, quando o tempo é doado nesse clima, doa-se também
o que se tem de melhor dentro de cada um, doa-se a boa vontade.
E quando se faz isso sem escolher a natureza da tarefa, sem saber
a quem se está dirigindo a boa vontade e sem julgar se aquele
que está recebendo o auxilio merece o esforço, é
quando se pratica a verdadeira caridade e aprende-se a amar incondicionalmente.
“O trabalho voluntário no meio espírita é
muito mais realização pessoal do que obrigação.
Os discípulos de Jesus seguiram-no não por obrigação,
mas por realização. Com Jesus, encontraram a si mesmos,
entenderam o significado da vida, enfim, realizaram-se.”(5)
E para finalizar, lembremos da recomendação de Emmanuel,
no livro Pronto Socorro:
“Não te esqueças do tempo e auxilia agora”.
Um abraco fraterno,
Conselho de Diretores
Joanna De Angelis Spiritist Study Group (JASSG)
Fontes:
- United Nations Volunteers Report, prepared
for the UN General Assembly Special Session on Social Development,
Geneva, February 2001
- http://www.voluntarios.com.br/oque_e_voluntariado.htm
- Novo Testamento, Evangelho de Mateus,
Capítulo 10, Versículo 8
- Oliveira, Wanderley Soares de. Atitude
de Amor. Autores espirituais: Ermance Dufaux e Cícero Pereira.
- http://www.espirito.org.br/portal/artigos/verdade-e-luz/vantagens-do-trabalho.html
- Oliveira, Alkindar de. O Trabalho Voluntário
na Casa Espírita
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